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Sistema multicomponente

Aeração do Solo Solutos do Solo Sistema multicomponente Água do Solo Temperatura do solo

 

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Página preparada pelo prof. Dr. Celso L. Prevedello, como parte de um serviço prestado pela SAEAFS à comunidade agrícola brasileira.

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SAEAFS

 

SOCIEDADE AUTÔNOMA

DE ESTUDOS AVANÇADOS EM

FÍSICA DO SOLO

 

FONE (041) 975-5230

CURITIBA

  

 

O SOLO COMO UM SISTEMA

MULTICOMPONENTE

 

 AS FASES DO SOLO

O solo pode ser definido de diferentes formas, de acordo com os propósitos de interesse. Shakespeare, por exemplo, definiu solo como sendo o sustentáculo da vida. Para os propósitos da física, o solo pode ser definido como um sistema multicomponente, integrado pelas fases sólida, líquida e gasosa. As fases líquida e gasosa são complementares, isto é, a máxima presença de uma implica na ausência da outra. Sempre a porção do espaço poroso não ocupado pela fase líquida será complementada pela fase gasosa. Portanto, a fase líquida pode estar presente nos poros do solo completa ou parcialmente. No primeiro caso, o solo é dito saturado e, no segundo, não saturado. Combinadamente, as fases líquida e gasosa chegam a ocupar uma grande parte do volume do solo e compõem a porosidade total. A fase sólida é constituída de partículas minerais, na grande maioria, e de substâncias orgânicas.

 

A FASE SÓLIDA

As partículas sólidas minerais do solo são divididas em três frações, chamadas frações texturais: areia, silte e argila. Algumas são suficientemente grandes para serem vistas a olho nú, enquanto outras são extremamente pequenas a ponto de exibirem propriedades coloidais. Solos com diferentes proporções de areia, silte e argila resultam em diferentes classes texturais. Um solo com 60%, ou mais, de argila, por exemplo, pertence à classe dos muito argilosos. A classe textural permite inferir uma série de propriedades e características típicas desse solo, devido à natureza físico-química das partículas predominantes. Um solo muito argiloso, por exemplo, geralmente exibirá maior capacidade de armazenamento de água, consistência pegajosa quando molhado (maior capacidade de aderência aos implementos agrícolas), e menor capacidade de infiltração de água do que um solo arenoso. Isso tudo também tem muito a ver com a superfície específica das partículas sólidas. As areias, por exemplo, têm tamanho de partículas entre 2mm e 0,02mm. A máxima superfície específica das areias, portanto, é da ordem de 113m2/kg. As partículas de silte variam de diâmetro entre 0,02mm e 0,002mm, com superfície específica máxima da ordem de 1130m2/kg. Já as argilas, que possuem tamanhos inferiores a 0,002mm, dependendo da sua forma e natureza, atingem valores superiores a 1.000.000m2/kg.

 

A FASE LÍQUIDA

Essa fase caracteriza a umidade do solo e é representada pela solução do solo, contendo íons como H2PO-4, SO24, NO-3, Na+, K+, Cl-, Ca2+, H+, NH+4, etc. A fase líquida pode estar presente completa ou parcialmente no solo. No primeiro caso, todos os poros do sistema poroso estarão preenchidos por água e o solo é dito saturado de água; no segundo caso, somente parte do sistema poroso total apresenta água e o solo é dito não saturado de água. O segundo caso é a condição que caracteriza os solos agrícolas, onde o espaço poroso total é ocupado tanto pela fase líquida quanto pela fase gasosa. Portanto, essas duas fases são complementares. O equilíbrio entre ambas, visando um adequado suprimento de água e ar para as plantas, constitui-se num dos mais importantes fatores do solo que determinam a sua adequação como um meio de desenvolvimento radicular.

 

A FASE GASOSA

Essa fase caracteriza a porosidade de aeração do solo, a qual contém gases como O2, CO2, N2, NH3, vapor de água, etc. Os solos diferem muito em porosidade. Os solos argilosos, via de regra, apresentam maior porosidade do que os arenosos. O armazenamento, disponibilidade e transporte da solução e do ar no solo não só dependem da porosidade total, mas também, e principalmente, de como o espaço poroso total é distribuído por tamanho. Os poros do solo diferem em tamanho e forma. Os poros denominados macroporos possuem diâmetro maior do que 0,3mm, enquanto que os microporos detêm diâmetros menores do que 0,05mm. Os macroporos são mais importantes para a drenagem do excesso de água do solo após a ocorrência de fortes chuvas ou inundações; são os que afetam a aeração e drenagem. Quando os macroporos são drenados, os mesoporos (de tamanhos entre 0,3 e 0,05mm) ganham importância na redistribuição da água, sem haver uma diferenciação nítida nessa passagem. Embora esse movimento continue a se processar muito mais lentamente dentro dos microporos, parte dessa água remanescente é que garante a sobrevivência de muitas espécies vegetais.

 

SOLO COM BONS TAMANHOS E BOA DISTRIBUIÇÃO DE POROS PRODUZ MAIS E MELHOR

Muitas técnicas e alternativas de manejo do solo já foram e estão sendo empregadas e comparadas, afim de se conferir arranjos porosos capazes de armazenar e permitir um adequado suprimento de água (solução), gases e calor nos solos agrícolas. Além de técnicas mecânicas de preparo do solo, existem também técnicas de rotação de culturas, biológicas (como inoculação de minhocas, por exemplo), etc. Só um técnico habilitado pode investigar e propor soluções para a indicação de técnicas que visem a melhoria do tamanho e distribuição de poros, pois cada caso exige uma solução particularmente estudada. Essas técnicas podem alterar consideravelmente o ambiente para o desenvolvimento das espécies agrícolas. Portanto, é fácil poder-se admitir que é possível produzir mais e com melhor qualidade, se houver atenção com a qualidade física dos solos, promovendo-se condições que favoreçam a obtenção de uma adequada geometria e distribuição de poros, já que eles estão diretamente relacionados com quatro dos cinco fatores essenciais à produção de qualquer espécie vegetal.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Prevedello, C. L. Física do solo com problemas resolvidos. Salesward-Discovery, Curitiba, 446p., 1996.

 

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Última modificação: 16/03/2002